domingo, 26 de janeiro de 2014

Wine & Sex

Para quem busca mesclar turismo, vinho e uma pitada de erotismo, segue a dica:
A Bodegas Monje, nas Ilhas Canárias, está propondo uma experiência um tanto ousada, que une vinho e sexo! Fiquem calmos...segundo os organizadores do evento, é uma "experiência diferente" que consiste em um jantar harmonizado onde os participantes apreciam vinhos e desfrutam de boa música, arte performática e...jogos eróticos....o evento acontece em datas específicas, nas 4 estações. A edição de inverno aconteceu dia 25 de janeiro e foi um sucesso, pois dias antes, como mostra a publicidade os ingressos já estavam esgotados. A próxima edição acontecerá em 26 de abril de 2014.
http://www.bodegasmonje.com/inicio.asp?mod=paginas&pag=winesex&m=3

Degustação de Vinhos Virtual

Vivemos um período de muita praticidade, o fácil acesso à internet nos permite navegar pelo mundo. As informações estão cada vez mais acessíveis e as empresas estão utilizando todos os canais possíveis para se aproximar de seus consumidores.
A Vinícola Aurora disponibiliza em sua página web uma "degustação virtual" é um pequeno curso de degustação com dicas de harmonização. Vale a pena conferir:  http://www.vinicolaaurora.com.br/degustacao-virtual#

domingo, 5 de janeiro de 2014

Denominações de Origem

Quando falamos em denominações de origem no velho mundo, parece que estamos falando de algo tão antigo quando o próprio vinho, mas, na verdade, as denominações de origem são recentes, do século XX. Vamos a um pouco de história.
A falsificação de vinhos sempre ocorreu, porém as causas de uma epidemia de falsificações, em especial na França, iniciou em 1863, ano em que a Phylloxera vastatrix chegou ao país em um carregamento de mudas oriundas dos Estados Unidos. O inseto quase microscópico ataca as raízes das videiras Vitis vinífera, que não tem resistência e o resultado é a morte da videira. Nas décadas de 1870, 1880 e 1890 os vinhedos europeus foram dizimados, na França entre 1870 e 1900 a área de cultivo caiu 64%, mas a procura pelos vinhos não diminuiu, na verdade aumentou e o resultado foram as falsificações. “em 1880, os laboratórios municipais de Paris testaram 300 amostras de vinhos comprados em diversos bares da cidade, descobriram que 225 haviam sido seriamente alteradas, 50 levemente alteradas e apenas 25 eram vinho puro” (KRAMER, 2007 P.72). As falsificações eram facilitadas pois na época a maioria dos vinicultores não envasava seu vinho, simplesmente o vendia para os comerciantes de vinho que o compravam, faziam cortes (misturas) ao gosto dos consumidores, engarrafavam,  e, envelheciam em suas adegas. O nível das falsificações no final do século XIX provocou a ira dos produtores, em especial os de Champagne. Os acordos não eram respeitados e a fraude era organizada, cerca de 12 milhões de garrafas eram rotuladas a mais do que a região podia produzir. Em 1911 os viticultores de Champagne não aguentaram mais e saíram as ruas de Aÿ, uma pequena cidade da região, e saquearam as casas suspeitas de comprar vinhos de fora das fronteiras tradicionais do distrito, o protesto foi tão impactante que apenas 8 semanas após o conflito, o governo estabeleceu a definição legal das fronteiras de Champagne e confirmou o uso do valioso nome apenas para os produtos exclusivamente oriundos daquele distrito. Mas, somente em 1923, após a Primeira Guerra Mundial, foi dado o primeiro passo em direção a verdadeira mudança, em Chânteauneuf-du-Pape pelo Barão LeRoy do Châtau Fortia, os produtores da região se responsabilizaram pela delimitação do território, pelas definições legais das variedades de uva, métodos de cultivo, grau de maturação entre outros elementos importantes para a autenticidade e qualidade dos produtos.
Raízes de videira atacadas pela Phylloxera

As Denominações para os vinhos europeus foram importantes, principalmente por sua consolidação veio juntamente com o boom econômico da Europa, por volta de 1960. A nova classe média europeia estava disposta a viajar, a abertura das autoestradas foi uma mina de ouro para produtores da Borgonha que estavam na rota de dinamarqueses, holandeses , alemães e suíços para o Sul da França, também a região do Loire se beneficiou do turismo. Na Itália, os próprios italianos passaram a viajar pelo país descobrindo seus vinhedos e vinícolas e se dispuseram a pagar mais pela autenticidade de seus vinhos. Também começaram a surgir os Clubes de Vinho que deram oportunidades a produtores pequenos.

Selo da IP Pinto Bandeira
Esta é apenas uma das histórias de estabelecimento de denominações de origem e de como esta certificação pode auxiliar no combate a fraudes e falsificações, mas é um processo lento. Aqui no Brasil já temos algumas Indicações Geográficas (que se subdividem em Indicações de Procedência – IP e Denominações de Origem – DO), mas são ainda bastante jovens e é preciso que as associações que regem estas Indicações tenham o cuidado de não transformá-las em meros chamarizes para ampliar o valor dos produtos. É preciso também ter cautela e não precipitar ou acelerar processos de delimitação de Indicações Geográficas, tendo o cuidado de  valorizar as características do território,  principalmente, por tratar-se de um produto que pode levar alguns anos para ficar pronto para o mercado. 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Feliz 2014!

Queridos leitores, 

"Gostaria de lhe desejar tantas coisas... 
Mas nada seria suficiente... 
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. 
Desejos grandes... 
e que eles possam te mover a cada minuto,
no rumo da sua FELICIDADE!!!"      Carlos Drummond de Andrade

Mais um ano chega e com ele as esperanças são renovadas e após todas as festividades para receber o novo ano, muitos retornam ao cotidiano, outros fazem as malas para viajar...e se o seu desejo for uma região vinícola....a Serra Gaúcha é uma excelente opção!A partir do dia 10 de janeiro começa uma intensa programação do "Bento em Vindima", cada vinícola oferecerá programações diferenciadas, com cursos de degustação, colheita das uvas, colheita ao luar, pisa, jantares harmonizados e muito mais...vale a pena conferir, Bento Gonçalves estará esperando você!Confira: www.turismobento.com.br

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Aplicativo para facilitar a vida do turista rende prêmio Boas Práticas no Turismo para Bento Gonçalves

Bento Gonçalves ganhou o prêmio Destaque em Boas Práticas no Turismo.  A premiação aconteceu em Brasília na noite de segunda, dia 02/12. O prêmio  integra as atividades do Índice de Competitividade do Turismo Nacional, ferramenta desenvolvida pelo Ministério do Turismo, Sebrae e Fundação Getúlio Vargas para mensurar o nível de desenvolvimento do turismo nacional. Receberam o prêmio o Prefeito Guilherme Pasin, e o Secretário do Turismo Gilberto Durante. O índice mede a competitividade nos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico do país, com o objetivo de elevar o turismo à condição de atividade econômica essencial ao desenvolvimento do país.
O município garantiu o destaque Nacional pelo Aplicativo Turismo Bento Oficial, criado há um ano e atualizado em 2013, que permite a turistas e moradores ter acesso a informações e localizações de mais 200 pontos turísticos e estabelecimentos comerciais, como hotéis, restaurantes, viagens, centros de compras e empreendimentos de turismo rural. O App está disponível para os sistemas operacionais iOS e Android. O projeto foi desenvolvido através de uma iniciativa da Secretaria Municipal de Turismo de Bento Gonçalves (SEMTUR), e do Bento Convention Bureau.
Passos para instalação do guia
Basta entrar na loja virtual, encontrada no próprio aparelho. No caso do iPhone é o App Storte. Para Android, Google Play. Na busca, inserir "Turismo Bento" e fazer o download, que é gratuito. Ou no https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.rs.bentogoncalves.guia

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Afinal, o que é um Vinho Reserva e um Vinho Reservado?

Esta é uma pergunta que frequentemente ouço de amigos e por isso, escrevo aqui um breve relato sobre a indagação.

Na Itália e na Espanha os termos são regulamentados por lei e para uma vinícola estampar os termos no rótulo precisa se enquadrar nas normas. No Piemonte (Itália) para um vinho levar no rótulo a palavra “riserva” é preciso que ele fique no mínimo 36 meses em barrica de carvalho e mais 2 anos em garrafa, antes de ir ao mercado. Na Toscana (também na Itália), os Chianti e os Brunello de Montalcino precisam passar 27 meses envelhecendo para levar o termo “riserva”.
Na Espanha os vinhos “crianza” precisam de no mínimo um ano de barrica e um ano de garrafa, já os “reserva” tintos precisam de 2 anos em barrica e um ano em garrafa, os “reserva” brancos e rosados precisam de no mínimo 2 anos de envelhecimento, sendo no mínimo 6 meses de barrica. E os “Gran Reserva” precisam de 5 anos de envelhecimento, sendo no mínimo 24 meses de barrica de carvalho. Ou seja, está devidamente regulamentado o uso dos termos.
Na América Latina não existe uma legislação que regulamente o uso dos termos Reserva e Reservado e, muitas vezes ela só serve para confundir o consumidor. Em alguns casos, os termos são utilizados nos vinhos mais correntes, vinhos simples.

No Brasil, há um consenso entre as vinícolas e os termos Reserva e Gran Reserva são sempre utilizados para produtos de qualidade superior, elaborados com as melhores uvas e que envelhecem algum tempo em barricas de carvalho.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Portugal III - Os monumentais Mosteiros

Portugal é um país repleto de patrimônio arquitetônico tombado pela Unesco, dentre eles estão os mosteiros.
Mosteiro de Alcobaça
O Mosteiro de Alcobaça ou Santa Maria estende sua longa fachada sobre um imenso canteiro, as vezes florido, na igreja estão sepultados Inês de Castro e Dom Pedro I, cujo amor lendário inspirou escritores portugueses. Inês de Castro era filha de D. Pedro Fernandes de Castro, mordomo-mor do rei D. Afonso XI de Castela, e de uma dama portuguesa, Aldonça Lourenço de Valadares. O seu pai, neto por via ilegítima de D. Sancho IV de Castela, era um dos fidalgos mais poderosos do reino de Castela. Quando do casamento do Infante Pedro I de Portugal, herdeiro do trono português, com D. Constança Manuel, filha de D. João Manuel de Castela, uma das aias de D. Constança, era Inês de Castro, por quem  D. Pedro viria a apaixonar-se. Este romance notório começou a ser comentado e mal aceito, tanto pela corte como pelo povo, e Inês foi enviada ao exílio. D. Constança morreu ao dar à luz o futuro rei, D. Fernando I. Viúvo, D. Pedro I, contra a vontade de seu pai, mandou Inês regressar do exílio e os dois passaram a viver juntos, o que provocou grande escândalo na corte, e deu início a uma desavença entre o Rei e o Infante. O Mosteiro tem este nome, pois atrás do grande adro, há duas pontes que atravessam os rios Alcoa e Baça.
Castelo de Almourol
O Castelo de Almourol localiza-se na Freguesia de Praia do Ribatejo, Concelho de Vila Nova da Barquinha, Distrito de Santarém, em Portugal. Erguido num afloramento de granito a 18 m acima do nível das águas, numa pequena ilha, no médio curso do rio Tejo, um pouco abaixo da sua confluência com o rio Zêzere,. Constitui um dos exemplos mais representativos da arquitetura militar da época templária, evocando simultaneamente os primórdios do reino de Portugal e a Ordem dos Templários, associação que lhe reforça a aura de mistério e romantismo. Com a extinção da Ordem do Templo o castelo de Almourol passa a integrar o patrimônio da Ordem de Cristo (que foi a sucessora em Portugal da Ordem dos Templários).
Janela Manoelina
O Convento de Cristo constitui um dos maiores monumentos portugueses. Imponente sobre o monte da cidade de Tomar, foi palco de diferentes períodos da história. por ali passaram grandes personagens como o mestre templário Gualdin Pais, seu fundador, e o Infante D. Henrique, administrador da Ordem de Cristo. As maiores modificações aconteceram no reinado de D. João III (1521-1557). Arquitetos como João de Castilho e Diogo de Arruda procuraram exprimir o poder da Ordem construindo a igreja e os claustros com ricos floreados manuelinos que atingiram o máximo esplendor na janela da fachada ocidental.
Grande claustro do Convento de Cristo
O Convento também foi palco da coroação de Filipe II da Espanha como Rei de Portugal. Compêndio de arte e história, o Convento de Cristo e toda a área adjacente constitui um polo privilegiado da história mítica de Portugal. Implantado praticamente no centro geográfico de Portugal, sempre teve relação com a Ordem de Cristo e o papel por ela desempenhado nos destinos do reino. O local também engloba os mistérios templários, rosa-crucianos e neo-templários. O ambiente é cheio de mistérios e registros simbólicos que inspiraram o romance de Umberto Eco "O Pêndulo de Foucauld".Sem dúvida vale a visita.